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Rod Burnett3 FIMFA Lx12
Rod Burnett Reino Unido 
Punch and Judy

MUSEU DA MARIONETA - Claustro 
4 de Maio às 21h (Sexta) | 5 de Maio às 16h (Sábado)


Actor-manipulador: Rod Burnett Técnica: Marionetas de luva Idioma: Inglês e espanhol Duração: Aprox. 40 min. Público-alvo: M/6

Senhoras e Senhores, perante vós o verdadeiro, inimitável e fantástico Mr. Punch!

No ano em que se comemoram os seus 350 anos, é para o FIMFA uma verdadeira honra apresentar o mais genuíno representante do teatro tradicional e popular de marionetas de luva “Punch & Judy”, pelo grande Professor Rod Burnett, considerado um dos seus grandes mestres!

Mr. Punch tem um nariz gigante e muito vermelho, as suas bochechas e o queixo também são muito vermelhas. Tem uma corcunda grotesca e deformada, pernas, pés e uma moca… a qual usa sem parar e sem medos, mas sempre com muito humor negro…

O herói inglês faz parte da grande família europeia, ou seja, os seus primos são o nosso Dom Roberto, o Pulcinella italiano, Aragosi no Egipto, Don Cristóbal em Espanha, Petrushka na Rússia, Kasper na Alemanha e Mobarak no Irão. A sua voz é realizada, à semelhança dos Robertos, com a palheta ou swazzle, que é colocada na boca e permite ao marionetista o seu linguajar tão característico.

Esta personagem brutal, vingativa e traiçoeira, com o seu sorriso irónico e gozão encarna o desejo de liberdade absoluta, sem mais limites do que a sua soberana vontade. Mr. Punch vive com a sua mulher, Judy, num teatro chamado ‘The Punch and Judy Theatre’. Nada nem ninguém o detém e quem o tenta fazer, como o próprio diabo que o quer levar para o inferno, por cauda do seu comportamento transgressor e violento, enfrenta a sua própria moca! E Judy? E o filho de ambos que acaba transformado em salsichas? Mas outras personagens fazem parte, como um Polícia, a Morte, um crocodilo… Como diria Mr. Punch: “That’s the way to do it!”.

O registo mais antigo e oficialmente aceite que assinala a sua presença em Inglaterra data do século XVII, e foi relatada por Samuel Pepys, após uma visita a Convent Garden, a 9 de Maio de 1662, onde viu um marionetista italiano de Bolonha, Pietro Gimonde, durante as festividades do casamento do Rei Carlos II de Inglaterra. A origem mergulha nas tradições da Commedia Del Arte e a sua filiação com Pulcinella é clara e a anglicização do seu nome para Punch, não se terá feito esperar.

“Punch & Judy” é um espectáculo anárquico e, sobretudo, muito divertido, cheio de crueldade cómica e sarcasmo. Uma paródia às nossas próprias condições e fraquezas que consegue arrancar do mais fundo do nosso ser um sorriso, mas sempre irreverente, chocante e absolutamente hilariante!

“As marionetas são o meu meio… É a minha viagem pessoal, e uma das razões da minha existência. Eu adoro-as.” - Rod Burnett
Rod Burnett1 FIMFA Lx12 Rod Burnett2 FIMFA Lx12

BIO
Rod Burnett é, antes de mais, um magnifico marionetista, tanto na manipulação como na utilização da palheta. Como artista e como intérprete, o seu prestigio deve-se à habilidade e versatilidade nas diversas fórmulas de interpretação, sejam elas tradicionais ou modernas.
É formado em escultura e escultor reconhecido, foi professor no Exeter Art College.
Rod Burnett Já faz o “Punch and Judy” desde 1977. O seu interesse pelo teatro de marionetas começou por volta desta época, constrói as suas marionetas e inicia a sua interpretação deste espectáculo. Inicialmente Burnett dedicava-se à construção de grandes esculturas mecânicas, onde pequenas figuras de forma humana interpretavam algumas cenas simples, movidas por máquinas muito complexas. Burnett teve a ideia de substituir a complicada maquinaria por si próprio. Por coincidência, o seu senhorio era Vernon Rose, um conhecido intérprete de “Punch & Judy” que lhe ensinou os rudimentos deste espectáculo. Inicialmente era apenas um exercício para explorar a tradição das marionetas no Reino Unido, mas como acontece com todos os marionetistas do Punch, ficou absorvido pelo espectáculo, história, performance, teatralidade e o fascínio mágico que provocava no público.
Rod Burnett resolve dedicar-se exclusivamente ao teatro de marionetas e forma a sua companhia Storybox Theatre em 1987. Tanya Landman juntou-se à companhia em 1992 e durante vários anos actuaram juntos em escolas, com a Storybox Theatre, e em festivais europeus, com Tantalu, uma companhia criada para apresentar espectáculos para o público adulto.
O nascimento de duas crianças fez com que Rod voltasse aos espectáculos a solo. Tanya continua a administrar a companhia e também começou a escrever, sendo actualmente uma conhecida escritora e ilustradora de livros infantis.
Os espectáculos de Rod Burnett têm sido apresentados por todo o Reino Unido, nas ruas, escolas e teatros, para além da sua presença habitual em inúmeros festivais internacionais.

VIDEO




Punch et Judy en stage à l'institut de marionnettes de Charleville
Bruno Pilz1 FIMFA Lx12©Bruno Pilz
Bruno Pilz Alemanha 
Lacrimosa 

CAMa - CENTRO DE ARTES DA MARIONETA 
4 de Maio das 23h às 00h30 (Sexta)
5 de Maio das 20h às 21h30 e das 22h30 às 24h (Sábado)
6 de Maio das 15h às 16h30 e das 21h às 22h30 (Domingo)
7 e 8 de Maio das 20h às 21h30 e das 22h30 às 24h (Segunda e Terça)



Encenação e manipulação: Bruno Pilz Marionetas: Lillian Matzke Cenografia: Marjetka Kürner Com a ajuda de: Jennifer Jefka, Rob, Typhoon, Ingo Mewes, Jan Gessler, DAMU-Prag, HfS-Ernst Busch Fotografias: Bruno Pilz Técnica: Mista Idioma: Sem palavras Duração: 5 min. Público-alvo: M/12 Lotação limitada - várias sessões

Um menu audiovisual e multimédia de 5 minutos servido unicamente para duas pessoas.
Um teatro de marionetas sobre a vida e a morte, o paraíso e o inferno, sobre ver e ser visto.
Um espectáculo inovador, com projecções e mudanças de perspectivas, deliciosamente temperado e maravilhosamente interpretado por Bruno Pilz.
Dois espectadores observam um homem que vê televisão. “Lacrimosa” é um teatro de marionetas denso, inspirado na ideia de podermos rever a nossa vida depois da morte, como se fosse um filme. Tocante e perturbante… e mais não podemos dizer, para não estragar a experiência inédita que cada espectador vive…
“Vamos voltar a ouvir falar de Bruno Pilz. Apresentou um pequeno espectáculo de cinco minutos para dois espectadores, duas marionetas... Um efeito especial… transfere a imagem dos espectadores para o outro lado do palco. Inventivo”. - Penny Francis, Animations online
Bruno Pilz2 FIMFA Lx12©Bruno Pilz Bruno Pilz3 FIMFA Lx12©Bruno Pilz

BIO
“Eu não gosto de realismo, eu quero magia! É isso que tento dar às pessoas. É por isso que tento mostrar coisas diferentes”. - Blanche DuBois
Bruno Pilz iniciou a sua busca por coisas fora do comum, como mágico e malabarista num circo em Itália. Nas suas viagens pela Europa aprendeu e viveu com a sua arte de rua, antes de descobrir a sua paixão pelo teatro de marionetas. Inspirado pela sua ilusão, começou a estudar teatro de marionetas na escola Ernst Busch Academy of Dramatic Arts, em Berlim.
Desde a infância que é absolutamente fascinado pelos efeitos visuais em jogos de vídeo e cinema, o que influenciou a estética e dramaturgia do seu trabalho, com a utilização de efeitos ópticos, da luz e da sombra.
VIDEOS


Tarumba FIMFA Lx12©Graziela Costa
A Tarumba - Teatro de Marionetas Portugal 
Mironescópio: A Máquina do amor 

GALERIA BOAVISTA
7 de Maio às 21h e 22h30 (Segunda)

Direcção artística e construção: Luís Vieira e Rute Ribeiro Actores-manipuladores: Carlos Alberto Oliveira, Catarina Côdea, Luís Hipólito, Luís Vieira, Miriam Faria, Raquel Monteiro e Rute Ribeiro Adaptação e textos: Rute Ribeiro Desenho de luz: Zé Rui Sonoplastia: Catarina Côdea Fotografias: Graziela Costa e L.V. Estrutura financiada por: Governo de Portugal / Secretário de Estado da Cultura - DGArtes Técnica: Objectos, sombras e figuras de papel Idioma: Português ou Inglês Duração: 60 min. Público-alvo: M/16 Lotação Limitada

A Tarumba volta a apresentar “Mironescópio: A Máquina do Amor”, um espectáculo que tem sido um verdadeiro sucesso e com muitos pedidos de reposição, acedemos novamente aos desejos do nosso querido público e prometemos que vamos encher de amor os nossos queridos clientes…

Um espectáculo de pequenas formas inspirado nos antigos Peep Shows e nas primeiras experiências cinematográficas realizadas no século XIX, com a utilização de aparelhos como o Cinetoscópio e o Mutoscópio.

Os grandes especialistas da arte erótica, Dr. Erotikone, Madame Gigi e Madame Mimi, entre outros convidados, trazem consigo os seus valiosos Mironescópios. Aqui não existem barreiras, o amor é livre! Venha descobrir o que aconteceu realmente no Paraíso… entre muitas outras surpresas nunca antes vistas.
Vários Mironescópios estarão à sua espera, no interior de cada um decorrem efeitos visuais, imagens em movimento, sombras… que irão criar emoções nunca antes sentidas.

Um espectáculo intimista, pedagógico, relaxante e … erótico… numa soirée yé-yé. Traga o seu par e os seus amigos!

Caixas ópticas e múltiplas variações. No seu interior imagens opacas, coloridas, translúcidas, singulares… venha espreitar um outro universo pelo buraco da fechadura…

"Na Arte, a imoralidade não pode existir. A Arte é sempre sagrada". - August Rodin.

Mironescópio: A Máquina do Amor
GARANTIA DE CURA
Alívios imediatos sem drogas
DAS DOENÇAS MAIS OBSTINADAS
Uma invenção notável. Médicos espantados!
Todas as casas deviam ter um!
Milhares de casos já foram curados, quando todos os outros meios falharam!
Reconhecido cientificamente!
Sem choques – Não faz mal – apenas beneficia

“Rute Ribeiro e Luís Vieira são as almas danadas por detrás de A Tarumba, peça incontornável na vida das marionetas em Portugal. Mironescópio é um divertimento concebido em torno de Peep Shows, caixas de reduzida dimensão para onde se espreita. Na sua origem o Peep Show não tinha necessariamente a conotação erótica que tem hoje, mas foi ganhando esse traço, e é a partir dele que Rute Ribeiro, Luís Vieira e os seus colaboradores recebem o seu público… para que possam espreitar para minúsculos quartinhos onde há hologramas e bonecos das Caldas, desporto e religião, viagens pelo Tibete e pelo Japão, narrativas sobre a invenção do clítoris e do vibrador, ou mesmo delicadas sugestões sobre a sensualidade das carpas. Pequenas formas, breves narrativas, Mironescópio é um conjunto de fugazes olhares para antecâmaras do Prazer”. - João Carneiro, Expresso - Caderno Actual, 19 de Dezembro de 2009

Tarumba3FIMFA Lx12©Luís Vieira Tarumba4 FIMFA Lx12©Luís Vieira
Tarumba5 FIMFA Lx12 ©Graziela Costa Tarumba6 FIMA Lx12©Luís Vieira


BIO

Tarumba significa atarantar, estontear, atordoar, maravilhar... palavras que exprimem o sentimento geral da Companhia em relação à arte das marionetas.
A Tarumba - Teatro de Marionetas foi criada em 1993 por elementos ligados ao Teatro, Cinema, Escultura e à História de Arte, que tinham em comum o amor pela arte das marionetas e que pretendiam desenvolver um trabalho de grande qualidade técnica e artística, bem como trazer uma constante inovação ao Teatro de Marionetas em Portugal.
Desde 1993 foram encenadas peças como Dr. Faustus de C. Marlowe, Amor de D. Perlimplín com Belisa no seu Jardim de F. G. Lorca, A Tempestade de W. Shakespeare, Mahagonny de B. Brecht, entre outras. As qualidades técnicas e artísticas do projecto têm sido admiradas, não só em Portugal, mas também em países como Espanha, Reino Unido, Argentina, Brasil, Índia, Paquistão ou Hungria. No World Festival of Puppet Art (Praga), a companhia obteve o Prémio de Melhor Dramaturgia e a nomeação para o prémio de melhor manipulação.
A Tarumba desenvolve, desde a sua formação, ateliês experimentais em torno das artes da Marioneta e das Formas Animadas, dirigidos especificamente a formadores, profissionais do espectáculo ou público infantil. Dirige também workshops de Teatros de Papel em Instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, o Centro de Pedagogia Infantil do Centro Cultural de Belém, e em diversas Escolas e Bibliotecas. Trabalho desenvolvido em Portugal e internacionalmente.
A companhia é ainda responsável pela programação e produção anual do Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas - FIMFA Lx, espaço de reflexão artística em torno da arte da Marioneta e laboratório multidisciplinar de referência, que recebeu o Prémio da Crítica de Teatro pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, relativo ao ano de 2010.
A Tarumba encontra-se actualmente a desenvolver o projecto do CAMa - Centro de Artes da Marioneta, espaço de residência da companhia e um centro de desenvolvimento de projectos em torno da arte da Marioneta. O CAMa pretende assumir-se como espaço transdisciplinar de várias linguagens artísticas visitada pela marioneta: dança, música, teatro, vídeo, multimédia, cinema, artes plásticas.
Mischa Twitchin 4 FIMFA Lx12©Mischa Twitchin
Mischa Twitchin Reino Unido 
The Field of Memory e The Zone of Stones

SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL - Sub-Palco 
12 e 13 de Maio às 17h e 19h (Sábado e Domingo)

Dois projectos experimentais sobre o universo de Beckett por dois estudiosos e investigadores teatrais, os britânicos Mischa Twitchin e Penny Francis.

THE FIELD OF MEMORY

Texto: a partir de “O Quê Onde” de Samuel Beckett Música: “Winterreise”, de Franz Schubert, interpretado ao piano por Gerald Moore Vozes: José Luís Ferreira, Friedhelm Becker e Samuel Beckett Performer: Mischa Twitchin Técnica: Mista Idioma: Português, Inglês e Alemão Duração: 6 min. Público-alvo: M/12 Lotação Limitada

Samuel Beckett fez uma crítica implícita à parafernália teatral ao descrever a importância da revisão do seu último trabalho para o palco, “O Quê Onde?”, para uma versão televisiva. Nesta peça é revelado o próprio teatro sem “superfluidades”, sem cenografia, sem actores, sem cortinas, sem aparato técnico. No palco (“primeiro sem palavras” e em seguida “com palavras”) estão apenas presentes a parte de trás de uma cadeira e um par de mãos com uma lâmpada, cujo aumento e diminuição gradual de intensidade luminosa, aliado à manipulação das mãos, cria o “drama”. O universo sonoro proporciona uma narrativa que inclui a própria voz de Beckett, num comentário sobre as limitações e possibilidades da performance teatral da sua peça. Podemos ainda escutar fragmentos de “O Quê Onde?”, com uma das vozes da produção televisiva alemã de Beckett, e frases de “Winterreise”, interpretado ao piano por Gerald Moore (uma gravação que fazia parte da colecção de discos de Beckett).

THE ZONE OF STONES

Texto: a partir de “Mal Visto Mal Dito” de Samuel Beckett Música: “Chaconne” (BWV 1004), de J.S. Bach - Johannes Brahms, transcrição para piano, para a mão esquerda, interpretada por Paul Wittgenstein e “Winterreise”, de Franz Schubert, interpretado ao piano por Gerald Moore Performer: Penny Francis Voz: José Luís Ferreira Técnica: Mista Idioma: Português Duração: 30 min. Público-alvo: M/12. Lotação Limitada

Espectáculo realizado em colaboração com Penny Francis.

O título “The Zone of Stones” foi retirado de uma das frases de “Mal Visto Mal Dito” de Samuel Beckett. Este espectáculo reflecte sobre a quase invisibilidade da velhice no teatro actual. O foco está nas mãos de uma intérprete com 80 anos. Esta absorção numa série de simples imagens físicas é sobreposta com imagens verbais da banda sonora. Imaginar, através das próprias associações do público, o tempo de morrer, abordando a relação entre o público e o actor, nos termos da experiência que Beckett chamou de “Mal Visto Mal Dito”.
Mischa Twitchin 1 FIMFA Lx12©Mischa Twitchin Mischa Twitchin 6 FIMFA Lx12©Mischa Twitchin

BIO
Mischa Twitchin é dramaturgo, desenhador de luz, criador, professor universitário e um dos membros fundadores do colectivo de teatro londrino Shunt. O Shunt é um grupo criativo de artistas que cria performances ao vivo em espaços não convencionais e os seus trabalhos incluem os premiados “Dance Bear Dance”, “Tropicana” e “Amato Saltone” (estes últimos apresentados em parceria com o National Theatre). Para além do seu trabalho com os Shunt, cria as suas próprias performances, explorando o que Lehmann chama de “teatro pós-dramático”.
Mischa estudou Filosofia na Warwick University (MA em Heidegger e Celan) e Dramaturgia na Central School of Speech and Drama. Actualmente trabalha no seu PHD em 'Theatre of Death: the Uncanny in Mimesis' no Queen Mary College, University of London. Tem vários artigos publicados e ensina teatro e teoria da crítica no Goldsmiths College, na Central School of Speech and Drama, e na English Faculty, University of Cambridge.

Penny Francis é escritora, investigadora e professora, muito activa na promoção e desenvolvimento das artes da marioneta, especialmente, no teatro contemporâneo. Em 1988 foi condecorada com a M.B.E. pelos serviços prestados ao Teatro de Marionetas. Tem formação teatral e trabalhou como actriz entre 1950 e 1956. Em 1954 casou com o actor Derek Francis (1923-1984) com quem teve duas filhas. Desde 1961 que tem estado envolvida no teatro de marionetas, reconhecendo a arte de vários marionetistas numa profissão que à época era menos considerada no plano artístico. Foi co-fundadora do Puppet Centre Trust, criado em 1974, e como sua directora e secretária geral, iniciou um amplo programa de actividades, projectos e publicações, com o objectivo de desenvolver o teatro de marionetas e atrair financiamentos para trabalhos profissionais inovadores. Editou a revista “Animations” durante dezasseis anos. É professora de Teatro de Marionetas na Central School of Speech and Drama desde 1992. Tem participado em vários livros sobre Teatro e Teatro de Marionetas, para além de inúmeros artigos escritos para jornais ou para conferências internacionais. Em Dezembro de 2011 foi publicado o seu livro “Puppetry: A Reader in Theatre Practice”.
Teatro de Marionetas do Porto2 FIMFA Lx12
Teatro de Marionetas do Porto Portugal 
Teatro Dom Roberto

JARDIM DA ESTRELA 
12 e 13 de Maio às 17h30 (Sábado e Domingo)

Actriz-manipuladora: Sara Henriques Marionetas: Rui Pedro Rodrigues Estrutura financiada por: Governo de Portugal / Secretário de Estado da Cultura - DGArtes Técnica: Marionetas de luva Idioma: Português Duração: Aprox. 20 min. Público-alvo: Para todos

O FIMFA volta a apresentar o tradicional Teatro Dom Roberto em Lisboa! Mas desta vez tem um gosto especial, em vez do tradicional bonecreiro vamos ter uma bonecreira, Sara Henriques, do Teatro de Marionetas do Porto, que lançou mãos ao Dom Roberto e colocou a palheta para se ouvir o nosso herói, a partir de uns lábios femininos! Curiosos?! Não percam a estreia!

"À semelhança do que aconteceu no FIMFA 2011, no qual foi estreada a 2ª versão de Capuchinho Vermelho XXX, este ano o Teatro de Marionetas do Porto irá estrear a 2ª versão do Teatro Dom Roberto. Estes dois espectáculos, dos mais antigos da companhia, que tiveram uma enorme circulação nacional e internacional, eram feitos por João Paulo Seara Cardoso...". - Isabel Barros

Uma forma de recordar João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), que participou no primeiro Festival com o "Teatro Dom Roberto", e que manteve viva esta tradição depois de ter recebido o seu testemunho das mãos do Mestre António Dias.

PROGRAMA
O Barbeiro: No dia do seu casamento, Dom Roberto decide ir ao barbeiro fazer a barba. Ao longo de muitas peripécias o barbeiro executa a sua tarefa e finalmente apresenta-lhe a conta. Dom Roberto recusa-se a pagar. Travam-se de razões, lutam e Dom Roberto acaba por matar o barbeiro. Vem a Morte buscar a vítima e pretende também levar Dom Roberto consigo. Luta de vida ou de morte que Dom Roberto, naturalmente, vence, matando a própria morte.

A Tourada: Não contendo propriamente um enredo dramático, esta peça descreve-nos as diferentes fases de uma Corrida de Touros à Portuguesa, com os seus personagens típicos: o campino, o toureiro, o cavaleiro e , claro, o touro.
Teatro de Marionetas do Porto1 FIMFA Lx12

BIO

O Teatro de Marionetas do Porto constitui-se em 1988 e, numa primeira fase, centra a sua actividade na criação d e espectáculos que resultam da pesquisa do património popular. Desta fase, destaca-se o estudo e reconstituição da velha tradição portuguesa do teatro dom Roberto.
A partir das raízes, a companhia começa a progredir, ao longo de diversas criações com um certo cariz experimental, no sentido da procura de elementos de modernidade na marioneta. "Exit" (1998) é o espectáculo que mais claramente consolida este rumo.
A prática teatral da companhia, actualmente, revela uma visão não convencional da marioneta, conceito aliás continuamente actualizado, e o entendimento do teatro de marionetas como uma linguagem poética e imagética evocativa da contemporaneidade. Procuram-se encontrar novas formas de concepção das marionetas, no limite objectos cinéticos, e novas possibilidades de explorar a gramática desta linguagem teatral, no que diz respeito à interpretação e à relação transversal com outras áreas de expressão como a dança, as artes plásticas, a música e a imagem.
Os 36 espectáculos criados até hoje pelo TMP destinam-se ou a público adulto ou a público jovem e a actividade da companhia divide-se entre as apresentações na cidade do Porto, onde ao longo dos anos criou uma forte corrente de público e uma intensa actividade de itinerância no país e no estrangeiro.
Actualmente, o TMP está empenhado num importante projecto: a abertura do Museu de Marionetas do Porto, que ficará sedeado no centro histórico da cidade e que constituirá uma mostra pública do importante acervo reunido ao longo dos anos.

Ana Gabriel FIMFA Lx12

Ana Gabriel Portugal
Imago

CAMa - CENTRO DE ARTES DA MARIONETA
14 e 15 de Maio às 21h e 22h30 (Segunda e Terça)


Ideia, concepção e interpretação: Ana Gabriel Sonoplastia: Ana Gabriel, Catarina Côdea Co-produção: FIMFA Lx Técnica: Teatro de objectos Idioma: Sem palavras Duração: Aprox. 15 min Público-alvo: M/12 Lotação Limitada

Inserido no programa 'Noites Especiais de Pequenas Formas', apresentado juntamente com os espectáculos de André Murraças, Joaquim René e Luís Hipólito


Devoradores de imagens e sem tempo de as digerir. Engolimos à pressa opiniões, conceitos, ideais, sonhos pré-fabricados que nos são abruptamente oferecidos em qualquer ponto onde pousemos o olhar.

Sofremos um ataque de imagens acabadas que nos moldam o pensamento, reduzindo a quase nada a capacidade de criação das nossas imagens internas e individuais, a que chamamos imaginação. Dificultando, assim, a participação activa e crítica, afastando-nos cada vez mais de nós próprios.

Sendo uma imagem uma representação (no espírito) de uma ideia, como gerir o turbilhão de ideias externas que nos entram vida adentro, consecutivamente, a uma velocidade estonteante?

Distraidamente, vivemos condicionados pelas imagens que nos devoram e que tanto ansiamos alcançar, embrenhados no vertiginoso processo de aceleração da vida e da comunicação.


BIO

Ana Gabriel nasce em 1984, em Lisboa. Inicia a sua formação em 1999 com o Curso de Teatro, pela Escola Profissional de Música e Artes de Almada. Desde 2001, procura regularmente formação complementar em diferentes vertentes e linguagens como o Teatro de Rua, a Dança, as Formas Animadas e a Cenografia.

O Teatro de Marionetas e Formas Animadas tem pautado gradualmente o seu percurso desde 2007 e assume actualmente o seu principal foco de trabalho. Em 2011, cria “Ego ísmo” a convite d’A Tarumba e estreia-se como criadora no âmbito do FIMFA Lx11.

André Murraças FIMFA Lx12
André Murraças Portugal 
Teatro Noir 

CAMa - CENTRO DE ARTES DA MARIONETA
14 e 15 de Maio às 21h e 22h30 (Segunda e Terça)

Concepção, cenário, texto e interpretação: André Murraças Vozes: André Murraças e Anabela Brígida Agradecimentos: Cândida Murraças, Joaquim René Co-produção: FIMFA Lx Técnica: Teatro de papel Idioma: Português Duração: Aprox. 25 min. Público-alvo: M/12 Lotação Limitada

Inserido em 'Noites Especiais de Pequenas Formas', apresentado juntamente com os espectáculos de Ana Gabriel, Joaquim René e Luís Hipólito


Teatro Noir é sobre teatro e sobre cinema, mas desta vez o teatro é de papel e o cinema feito com objectos de cartão e fita-cola. Não há projectores nem câmaras de filmar. Há lanternas e o olhar do espectador. Mistura-se tudo e ilumina-se o palco para uma femme fatale, um detective e um boxeur, que formam o trio romântico e trágico desta peça. Mas há mais personagens: uma lágrima e algum sangue derramado surgem também por entre cenários sombrios e lugares nocturnos. Esboça-se uma história maldita e fatalista. Cigarros, batom e armas para o que der e vier. Amar é morrer e quem morre por amor é tolo.

BIO
Nasceu em 1976. É Licenciado em Realização Plástica do Espectáculo, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, e acabou com distinção o Master of Arts in Scenography da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, na Holanda. Teve ainda formação com Simon Stephens, Jorge Silva Melo, David Harrower, William Forsythe, Thomas Lehmen, Jan Ritsema e Rebecca Schneider.
Foi encenador, dramaturgo, cenógrafo e intérprete de Sex Zombie - a vida de Veronica Lake, Um Passeio, Hollywood, More of a Man, One Night Only - uma rádio-conferência, Um Marido Ideal, Louis Lingg, Pour Homme, Swingers, As Peças Amorosas e As Palavras São o Meu Negócio.
Escreveu as peças Cândida – uma história portuguesa, Três Homens Sós, Todas as noites a mesma noite, Film Noir, Os Inconvenientes, CinemaScope e O Espelho do Narciso Gordo. Concebeu ainda os espectáculos Lisboa - o que o turista deve ver, Experiência Variações e Untitled - uma peça para galeria. Colaborou com os encenadores Carlos Afonso Pereira, Pedro Gil e Pedro Wilson. No cinema foi dirigido por João Pedro Rodrigues.
Ganhou por três vezes o prémio “O Teatro na Década”, do CPAI, e representou Portugal por duas vezes na Bienal de Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo. Trabalhou como redactor publicitário e, actualmente, é guionista para televisão. Colabora com diversas revistas e jornais, e tem peças de teatro editadas pela 101 Noites e Bicho-do-Mato. Prepara neste momento uma adaptação para palco de Os Pássaros de Daphne du Maurier.
Joaquim René1 FIMFA Lx12
Joaquim René Portugal 
Divas’ Haiku
CAMa - CENTRO DE ARTES DA MARIONETA 
14 e 15 de Maio às 21h e 22h30 (Segunda e Terça)

Criação e manipulação: Joaquim René Sonoplastia: Catarina Côdea Agradecimentos: Felix Magalhães Co-produção: FIMFA Lx Técnica: Teatro de objectos Idioma: Sem palavras Duração: Aprox. 3 min. Público-alvo: M/12 Lotação Limitada - várias sessões

Inserido em 'Noites Especiais de Pequenas Formas', apresentado juntamente com os espectáculos de Ana Gabriel, André Murraças e Luís Hipólito


Um só momento
uma vida única
Diva eterna.

Um momento na vida de uma Diva apresentado com a delicadeza de um Haiku e a exuberância do Teatro de Objectos, num instante intimo entre o objecto, a música, o sorriso, a emoção e o espectador.


BIO

Joaquim René frequentou, em 2010, o Workshop “O Actor face ao objecto” dirigido por Agnès Limbos e promovido pel'A Tarumba - Teatro de Marionetas. Criou a peça Un hombre al borde de un ataque de nervios a convite d'A Tarumba, que estreou no âmbito do FIMFA Lx11. Foi assistente de encenação das peças “The Blue Room”, “Via Dolorosa”, “My Zinc Bed”, “Fausto Morreu”, “Shopping and Fucking”, “um Estado permanente”, “Terroristas” e "Purgatório" (encenações de Carlos Afonso Pereira). Criou a video/performance “Ele, uma imagem, uma música, um vídeo” (2002) e com Carlos Afonso Pereira, os vídeos para as peças “The Blue Room”, “Fausto Morreu” e “um Estado permanente”.
É, desde 2006, Director de Produção do Teatro Maria Matos. Frequentou o curso “Financement et Economie de la Culture” (2010), em Paris, organizado pela Maison des Cultures du Monde e pela Université Paris-Dauphine e o primeiro curso de Gestão e Produção em Dança (Forum Dança, 1999).

BLOGUE
http://divashaiku.blogspot.pt/
Luís Hipólito1 FIMFA Lx12
Luís Hipólito Portugal 
Rio, rio, rio…

CAMa - CENTRO DE ARTES DA MARIONETA
 14 e 15 de Maio às 21h e 22h30 (Segunda e Terça)

Ideia, concepção e interpretação: Luís Hipólito Sonoplastia: Catarina Côdea Agradecimentos: Ana Rodrigues, Joana Luz, Rita Antunes, Leonor Hipólito e Kabé Co-produção: FIMFA Lx Técnica: Teatro de objectos Idioma: Inglês Duração: Aprox. 15 min. Público-alvo: M/12 Lotação Limitada

Inserido no programa 'Noites Especiais de Pequenas Formas', apresentado juntamente com os espectáculos de Ana Gabriel, André Murraças e Joaquim René


“…rio pra não chorar
e pra quem não sabe sou Rio a cantar”

Com o tema: “Adeus Batucada”, Carmen Miranda despede-se de todos nós com um... até sempre. A diva, para sempre viva – nos filmes, músicas e nas marcas impressas em várias artes e artistas –, deixa órfãos os muitos objectos que animavam os seus exuberantes turbantes. Sem o frenesim das suas mãos que falam, sem o riso rasgado e o requebrar contagiante das suas ancas – frutas, plumas, flores, fitas e contas coloridas, vão ter de se fazer à estrada. O que acontece quando as luzes da ribalta se apagam?

Luís Hipólito2 FIMFA Lx12 Luís Hipólito3 FIMFA Lx12 Luís Hipólito4 FIMFA Lx12


BIO

Jornalista e Actor in progress (nascido a 11 de Julho, nesta Lisboa que eu amo).
Em 1995 licenciou-se em Engenharia Agronómica, na especialidade de estudos tropicais e subtropicais. Trabalha para televisão, como jornalista, há 12 anos, e faz teatro em “work in progress”, desde que tem memória. As paixões não se explicam! Trabalhou no cinema para Manuel de Oliveira com Catherine Deneuve, uma experiência de vida e para a vida. No teatro, com Lúcia Sigalho, à procura dos limites em “Sensurround”, da realidade dos outros em “Realidade Real”, e de tudo e nada em “Procura-se”. Fez locução, traduções e legendagem. Escreveu para o cartaz do Expresso, sobre teatro e dança, e assinou crónicas para as revistas Cosmopolitan e Gingko. Gosta de desafios e, mesmo sabendo que o óptimo é inimigo do bom, não deixa de tentar. “I haven’t been everywhere but it’s on my list” de Susan Sontag é a etiqueta que melhor explica o seu DNA.
Em 2010, a convite da Tarumba – Teatro de Marionetas, participa no workshop “O Actor face ao objecto”, dirigido por Agnès Limbos e, desde então, mantém colaboração regular com a Companhia. Criou a peça “Oh! Please!” a convite d’A Tarumba, que estreou no âmbito do FIMFA Lx11.
João Calixto Márcia Lança FIMFA Lx12
João Calixto e Márcia Lança Portugal 
Mecânica 1 - maquete

GALERIA BOAVISTA 
16 de Maio às 21h30 e 22h30 (Quarta)

Direcção: João Calixto Criação e interpretação: João Calixto e Márcia Lança Direcção de produção: João Chicó Produção: Fosso de Orquestra Parceiros: Vagar, FIMP - Festival Internacional de Marionetas do Porto, FIMFA Lx - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, O Espaço do Tempo, Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico Agradecimentos: Frederico Lobo, Tiago Hespanha, Nuno Tomaz, Lança e Filho Lda, Mariana Sá Nogueira, Alma d’Arame Técnica: Mista Idioma: Sem palavras Duração: Aprox. 20 min. Público-alvo: M/12

Segundo Giuseppe Antonio Borgnis (1781-1863), mecânica define-se como a ciência do equilíbrio e do movimento.

“Mecânica” é um ciclo de investigação e criação a partir do estudo da construção mecânica. A prática é a fonte de aprendizagem: os objectos são idealizados, construídos e experimentados, os resultados são analisados e as suas sínteses reequacionadas. Este processo resulta em objectos que expõem a prática mecânica através de um universo de imagens poéticas contextualizadas na matéria. O corpo surge como elemento indispensável na leitura, é o ponto de referência. O material por si não é legível. É o leitor, na sua condição física, que o significa. O intérprete faz parte desta mediação no sentido em que é o elo entre o objecto e o espectador.

“Mecânica 1 - maquete” é o primeiro resultado deste ciclo. Numa estrutura não maior que os corpos dos dois intérpretes, sucedem-se acontecimentos originados pela manipulação dos vários elementos que compõem o objecto.


BIO

Márcia Lança (1982, Beja)
Licenciada em Antropologia pela FCSH-UNL. Em Janeiro de 2011 estreia, na Culturgest, em co-criação com Nuno Lucas o espectáculo Trompe le Monde e em Novembro do mesmo ano estreia, no Teatro Maria Matos, O Desejo Ignorante com Aniol Busquets e Tiago Hespanha. Em 2009 cria MORNING SUN com João Calixto. Em 2006 é premiada pelo programa Jovens Artistas Jovens com o solo dos joelhos para baixo. O seu trabalho tem tido digressões na Itália, Portugal, Tunísia e França.
Destaca o trabalho de intérprete e colaboradora com os coreógrafos João Fiadeiro, Cláudia Dias e Olga Mesa. Inicia a sua formação em Artes do Espectáculo no Chapitô (1999/02). Da formação em dança destaca ex.e.r.ce 05 no CCN de Montpellier, o curso básico de Análise do Movimento, pelo IAM (2004), o Curso de Dança Contemporânea e Pesquisa de Movimento na SNDO de Amesterdão (2003), o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum-Dança (2002) e a formação contínua no C.E.M. Desenvolveu composição vocal com Francisco D’Orey, Catherine Rey e Meredith Monk.

João Calixto (1978, Lisboa)
Desenvolve o seu trabalho em torno das questões do teatro e da matéria.
Frequenta o Mestrado em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema.
Curso de Desenho no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação em 1999.
Dirigiu as criações  A Debandada (2011) e As Pequenas Cerimónias (2007).
Desenvolve trabalho como cenógrafo com diversos projectos nacionais. Destaca a colaboração com os criadores Clara Andermatt, Maria João Luís, Caroline Bergeron e Pedro Santiago Cal. Membro fundador da Circolando, na qual foi responsável pela direcção plástica e intérprete, entre 1999 e 2005.
Lecciona, desde 2006, cenografia e artes de cena na EPAOE, ESTAL, ESTC, entre outros.